sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

SEGURANÇA NA ATIVIDADE RURAL


FERRAMENTAS MANUAIS
As primeiras ferramentas eram rudimentares feitas de pedra, madeira, chifres ou osso, especificamente para as atividades de caça, pesca, corte dos alimentos, construir abrigos e como instrumento de defesa. Com o surgimento da agricultura, há aproximadamente doze mil anos, tais ferramentas passaram por adaptações que possibilitassem o desenvolvimento da atividade agrícola. A evolução destes instrumentos foi bastante lenta sendo que o acontecimento mais importante até o século XVIII foi a substituição dos componentes rústicos por metais.
Desde quando surgiu a agricultura até hoje, mesmo com o avanço tecnológico e o conseqüente desenvolvimento de máquinas, o homem ainda utiliza ferramentas manuais para facilitar o trabalho no campo, especialmente onde as especificidades ambientais do terreno dificultam a utilização de maquinário.
Outras atividades rurais como aqüicultura, pecuária e silvicultura necessitam do auxílio de ferramentas manuais para realização de suas operações.

•    Principais atividades rurais:
Agricultura: é o conjunto de técnicas utilizadas para cultivar plantas com o objetivo de obter alimentos, fibras, energia, matéria-prima para roupas, construções, medicamentos, ferramentas, ou apenas para contemplação estética.
Pecuária: é a arte ou o conjunto de processos técnicos usados na domesticação e criação de animais com objetivos econômicos, feita no campo.
Silvicultura: é atividade relacionada ao plantio e cultivo de árvores de forma ecologicamente sustentável para posterior destinação comercial.
Exploração florestal: obtenção de benefícios econômicos a partir da produção de madeira e de outros produtos florestais (resinas, raízes, cascas, cipós, etc.).
Aquacultura ou aqüicultura: é a produção de organismos aquáticos, como a criação de peixes, moluscos, crustáceos, anfíbios e o cultivo de plantas aquáticas para uso do homem.

•    Algumas ferramentas manuais:
Ferramenta manual: Instrumentos ou utensílios usados em trabalhos que ampliam e diversificam a eficácia das mãos; proporcionando maior força e precisão na atividade realizada. É considerada um prolongamento das mãos e podem funcionar, ainda, pela ação da energia elétrica (ferramentas elétrica), ar comprimido (ferramentas pneumáticas), sistemas motorizados (ferramentas motorizadas).
Enxada ou sachola: é uma ferramenta de ferro, aço ou alumínio à qual se adapta um cabo longo, e com o qual se capina, revolve ou cava a terra, se mistura argamassa etc.
Catana ou facão: É um cabo em madeira com uma lâmina curvada, muito utilizado para desbastar  mato e pequeno arvoredo.
Serra Manual: Serra portátil com um cabo que permite ser acionada por uma única mão dá-se o nome de serrote. O Serrote é uma ferramenta de corte, consiste em uma lâmina larga com dentes afiados e travados, é usado normalmente para serrar madeira. Normalmente possui cabo de madeira com encaixe para os dedos do carpinteiro. Existem outras serras manuais de maior porte acionadas por duas pessoas exercendo força alternadamente em cada extremo da lâmina.
Serra Elétrica: É uma máquina movida a energia elétrica usadas nas serrações de madeira e materiais afins.
Motosserra: é uma ferramenta portátil, muito utilizada na poda e corte de árvores. É composta normalmente por um motor a dois tempos a gasolina e uma corrente acoplada ao mesmo; o motor faz girar a corrente que possui dentes cortantes.
Trado: é um instrumento de aço de grande espessura em forma de espiral, que possui a extremidade inferior pontiaguda. Ao girar, o trado consegue perfurar madeira e terra, entre outros materiais.
Foice: é uma ferramenta curvilínea, utilizada geralmente em atividades de agricultura, principalmente para a colheita de cereais. Ela consiste de uma lâmina encurvada presa a um cabo de madeira. Geralmente é de metal, mas foram encontrados restos dessa ferramenta em pedra bem afiada da época dos sumérios com cerca de 3000 anos.
Tesoura ou tesoira: do latim tonsorius, a, um, "tosquiar", "podar", "raspar", é um objeto utilizado para cortar materiais de pouca espessura e que não requeiram grande força de corte, como por exemplo papel, cartão, tecidos, arames, cabelo ou unhas, entre outros. A tesoura é constituída por duas lâminas, articuladas numa charneira. As lâminas, que podem ou não ser muito afiadas, cortam o material em questão através da ação de forças mecânicas cisalhantes, aplicadas segundo um princípio de alavanca. Assim, serão tanto mais eficazes quanto mais próximo o objeto a cortar estiver da sua articulação.
Machado: é uma ferramenta concebida para o corte e derrubamento de árvores. Tradicionalmente, é construído mediante a fixação de uma cunha perpendicular a um cabo de madeira. Por ser cunha, mesmo mal amolado consegue fender pela transferência de energia. A técnica correta na utilização do machado como ferramenta de corte consiste em golpeá-lo em dois planos alternadamente com 15° entre estes, para que os cavacos possam soltar-se.
Lima: é uma ferramenta manual ou mecânica consistente de uma dura haste de aço com ranhuras, usada para desbastar outras peças, sejam elas de metais mais moles, como o alumínio ou o latão, ou de outros materiais como a madeira. Onde há ausência de energia elétrica as limas são utilizadas no processo de afiação das ferramentas cortantes.
Roçadeira: Máquina agrícola composta de uma ou mais facas, que corta e pica a massa vegetativa, seja ela, cobertura arbustiva, resto de cultura ou pastagem. É acionada pela ação de um motor de dois tempos a gasolina.
Chave de fenda ou chave de parafusos: é uma ferramenta de metal com cabo de material variado, geralmente plástico ou acrílico, podendo também ser isolada, de ponta chata e estreita. Sua função é ser introduzida na fenda de um parafuso (tipo fenda) para girá-lo, apertando-o ou afrouxando-o.
Martelo: Do latim medieval martellu, derivado das formas clássicas marculus ou martulus é um instrumento usado para golpear objetos. Possui, conforme o uso ao qual se destina, inúmeros tamanhos, formatos e materiais de composição. Consiste de um cabo ao qual se fixa a cabeça (metálica). Tem seu uso tão variado que vai do Direito à medicina; da carpintaria à indústria pesada; da escultura à borracharia, do desporto às manifestações culturais.
Serrote: é uma ferramenta de corte, consiste em uma lâmina larga com dentes afiados e travados, é usado normalmente para serrar madeira. Normalmente possui cabo de madeira com encaixe para os dedos do carpinteiro. O serrote costa tem dentes menores e menos travados com reforço no dorso, é utilizado para cortes mais precisos. Exemplo: serrote costa, serrote de carpinteiro.
Anzol: é uma ferramenta, geralmente metálica, em formato de um ponto de interrogação com uma de suas extremidades pontiagudas e a outra permite a fixação de um fio. É usado para capturar animais aquáticos, especialmente peixes.
UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS MANUAIS NA ÁREA RURAL
As atividades ligadas à agricultura e pecuária necessitam inicialmente, de uma área desmatada para que seja possível o desenvolvimento de tais atividades.
A limpeza da área que será utilizada é realizada com auxílio de ferramentas manuais e/ou maquinário agrícola. A primeira operação é a remoção da vegetação mais grosseira através da queima (controlada) e posteriormente corte da vegetação de maior porte com motosserra. As operações subseqüentes dizem respeito à remoção da vegetação de menor porte mediante utilização de enxadas, facões e roçadeiras; e destocamento (remoção dos tocos) com picaretas. Após destocamento as depressões são cobertas com material da própria região.

  Realizadas as referidas operações a área está apta a receber tratamento específico que possibilite a implantação de atividades agrícolas (cultivo de plantas) e/ou pecuária (domesticação e criação de animais).
Para descrever este tratamento específico tomaremos como exemplo a atividade canavieira, pois esta ocupa um lugar de destaque na produção agrícola nacional fazendo do Brasil o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. A atividade canavieira, também, é extremamente desgastante e apresenta índices elevados de acidentes de trabalho, aspectos que tornam esta atividade de fundamental importância para o desenvolvimento do nosso trabalho.

CULTIVO DA CANA-DE-AÇUCAR
•    Aração e gradagem
Para que seja possível o plantio de uma espécie vegetal é necessário preparar o solo primeiramente com os processos de aração e gradagem. Aração é o processo de revolver um terreno com um arado (grade aradora) descompactando a terra para um melhor desenvolvimento das raizes e a gradagem tem por finalidade nivelar o terreno, é realizada com auxílio de um implemento conhecido como grade niveladora.

Realizadas estas etapas o solo está preparado para receber as mudas de cana. Na maioria das áreas rurais o plantio de cana-de-açúcar é, tecnicamente, considerado semi-mecanizado por envolver operações manuais e mecanizadas em suas etapas. As operações envolvidas no plantio semi-mecanizado são: sulcação, juntamente com a aplicação de defensivos e fertilizantes (mecanizada); distribuição de mudas, picação e alinhamento das mudas dentro do sulco (manualmente), e cobrição (fechamento) dos sulcos (mecanicamente).
Em áreas com até mais que 40% de declividade, como medida de segurança, é necessário que as etapas de um sistema de plantio sejam realizadas manualmente ou por intermédio de implementos de tração animal, devido ao risco de tombamento do maquinário agrícola.

•    Sulcação
Após as operações de aração e gradação, é realizada a sulcação que está relacionada com a abertura de sulcos (rasgos) na superfície com dimensões pré-determinadas onde serão, posteriormente, plantadas as mudas de cana.
Os sulcos podem ser abertos de forma manual com auxílio de enxada ou mecanicamente com maquinário e implemento agrícola.
        
     
•    Preparação da muda
Antes de o plantio, faz-se a despalha completa e corta-se e/ou quebra-se em toletes (pedaços). Esta etapa é realizada utilizando-se facão e/ou podão. Antes da utilização do podão é necessário que o podão seja desinfetado para não contaminar as mudas.

•    Plantio
Nesta etapa os trabalhadores dedicam-se em colocar e arrumar os toletes nos sulcos. Após a arrumação os sulcos são cobertos com auxílio de enxadas e/ou pás.
          
•    Tratos culturais
É nesta etapa que ocorre o controle de pragas invasoras através de capinas, queimas e uso de herbicidas. O trato cultural é realizado periodicamente de acordo com as especificidades da cultura.

•    Colheita
Antes de colher a cana pode ser realizada a queima das folhas, isso facilita o, posterior, corte da cana. O corte e o carregamento podem ser feitos manualmente ou mecanicamente.
A operação do corte é dividida nas seguintes operações: corte da base da cana, desponte da ponteira e amontoamento ou enleiramento.
FERREIRA  et al. (1998) descreve esta etapa: “munidos de facões, eles devem cortar a cana com um ou vários golpes na sua base ou pé, despontá-la, e carregá-la com  os braços até um local pré-estabelecido, formando montes ou leiras, para que, numa etapa posterior do processo produtivo, tratores carregadores e carregadeiras a transportem para os caminhões que irão para a usina”.
                      
UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS MANUAIS NA SILVICULTURA
O cultivo de árvores requer a aplicação de várias técnicas silviculturais que dependendo da complexidade podem ser realizadas por intermédio de máquinas ou ferramentas manuais.
•    Desbaste
O desbaste é uma técnica que visa à redução do número de árvores que crescem num determinado povoamento vegetal, de modo a condicionar a competição, e dar as árvores restantes, mais espaço, luz e nutrientes para o seu bom desenvolvimento. O corte das árvores em excesso pode ser feito com motosserras, serras, machados, facões.
•    Desrame
Para a quase totalidade das espécies arbóreas, o desrame (remoção dos ramos) natural é deficiente. O desrame é uma operação silvicultural imprescindível, sempre que existir o objetivo de produzir madeira livre de nós para processamento em serrarias e laminadoras.
O desrame pode ser feito de forma manualmente ou através de maquinaria. Pode ser feito com diversos tipos de ferramentas manuais, por exemplo, serras curvas em função da altura e diâmetro dos ramos. Podem ser utilizadas ainda serras com cabos especiais que em função das necessidades podem ser aumentadas ou diminuídas.

•    Anelamento  
É a técnica mais usada na eliminação de indivíduos indesejáveis. O anelamento consiste em bloquear o fluxo de seiva elaborada através da retirada da casca e por vezes parte da madeira. Algumas das ferramentas usadas são de fácil acesso (faca, catana e machado), porém, outras são caras (motosserra média ou pequena). 

•    Perfurações
Esta técnica consiste em fazer furos no tronco que penetram até ao cerne. Os furos podem ser feitos usando vários tipos de ferramentas  como por exemplo: motosserras (introduzindo o dispositivo de corte) e brocas (ferramentas específicas, desenhadas para fazer furos no tronco). 
Na perfuração, a desvitalização efetiva das árvores indesejáveis, normalmente é conseguida combinando com arboricidas.
UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS MANUAIS NA AQUICULTURA
Como já vimos a aqüicultura necessita de área isolada para a criação em cativeiro de espécies aquáticas. As operações em que podem ser utilizadas ferramentas manuais são:

•    Construção de viveiros
Os viveiros são escavados seguindo-se uma boa compactação do fundo e dos taludes. Assim, o trabalho de máquinas na escavação e compactação é indispensável, prevendo-se, inclusive, a limpeza superficial da área, com eliminação de tocos, pedras e camada vegetal.

•    Captura de peixes
Os peixes depois de algum tempo sendo alimentados e estarem no ponto de abate, necessitam ser capturados para seguirem aos clientes. Nesta etapa são utilizadas varas de pesca (vara+linha+anzol) e/ou também são capturadas com tarrafas (redes de pesca), etc.
                       
•    Abate
Ferramentas manuais como facas, tesouras, alicates, martelos, são utilizadas no abate não apenas de peixes, mas de outras espécies aquáticas, como por exemplo, crustáceos.

UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS MANUAIS NA SUINOCULTURA
A suinocultura é um dos segmentos da ciência zootécnica que trata da criação de suínos para a produção de carne e derivados.
Após o preparo da área e estrutura física onde serão confinados os suínos, devem ser colocadas em prática uma série de procedimentos técnicos com o intuído de garantir qualidade na obtenção dos produtos provenientes desta atividade. Um destes procedimentos é nomeado de castração:
•    Castração de suínos
Dentre os métodos de castração utilizados temos a Castração escrotal, onde se realiza uma incisão sobre cada testículo, longitudinalmente, através do qual se exterioriza os mesmos. Após traciona-se de tal forma que o cordão espermático fique exposto e com o auxilio de material cortante, tais como: bisturi, gilete ou um canivete bem amolado, raspando até romper o testículo.

PRINCIPAIS RISCOS NO MANUSEIO DE FERRAMENTAS MANUAIS NA AREA RURAL
Após a análise de algumas atividades que são realizadas com auxílio de ferramentas manuais foi possível localizar riscos que podem causar danos à saúde e à integridade física do trabalhador em função de sua natureza, intensidade, suscetibilidade e/ou tempo de exposição.
É importante especificar que nesta etapa citaremos alguns riscos inerentes a utilização de ferramentas manuais, visto que,  existem riscos que podem ser abordados de forma generalizada, pois atingem várias outras formas de trabalho. Por exemplo, ritmos excessivos e jornadas prolongadas são situações que podem atingir tanto um profissional que utiliza ferramentas manuais como quem o operador de implementos agricolas, professores, vendedores, etc.
•    Ferramentas cortantes e/ou pontiagudas
Podemos citar neste contexto ferramentas como enxada, facão, foice, tesoura, chaves p/ parafuso, tesouras, etc.
Riscos ergonômicos: Esforço físico (quando as ferramentas não estão devidamente afiadas, não são apropriadas à operação), Exigências de posturas (em muitos casos as ferramentas não possuem dimensões que possibilitem uma postura correta, por exemplo, cabos de ferramentas curtos),  Monotonia e repetitividade (execução de operações rurais repetidamente, por exemplo, colheita da cana), etc.
Riscos Mecânicos ou de acidentes: Design inadequado a operação (utilizar chave de fenda como alavanca levando esta a romper-se e desferir estilhaços de metal), ferramentas sem proteção (ao transportar uma ferramenta o trabalhador deve isolar  a parte cortante ou pontiaguda em uma bainha evitando corte ou perfuração acidental).
•    Ferramentas elétricas e ou motorizadas
Enquadram-se aqui motosserras, roçadeiras, furadeiras, etc.
Riscos Físicos: ruído (O ruído produzido por algumas máquinas em funcionamento supera o tolerável pelo  ouvido  humano, afetando os terminais auditivos), vibrações (A vibração afeta os vasos capilares produzindo problemas de circulação do  sangue),
Riscos ergonômicos: Esforço físico (máquinas manuais geralmente são pesadas exigindo considerável esforço físico para equilibrá-las), Exigências de posturas (A roçadeira necessita que seja realizado movimento de torção na coluna vertebral podendo provocar lesões graves por repetição do movimento),  Monotonia e repetitividade (execução de operações rurais repetidamente), etc.
Riscos mecânicos ou de acidentes: Máquinas sem dispositivos de proteção (De acordo com a NR 12 as motosserras comercializadas no Brasil devem possuir freio manual de corrente, pino pega-corrente, protetor da mão direita, protetor da mão esquerda, trava de segurança do acelerador), Máqina com defeito (Antes de serem operadas as máquinas devem passar por uma inspeção com o objetivo de certificar-se de que está isenta de anormalidades mecânicas o que poderia provocar graves acidentes), possibilidade de incêndio ou explosão (caso o equipamento esteja sobrecarregado pode ocorrer superaquecimento dos componentes e consequente explosão, o reservatório de combustível deve estar a 3m da área de operação, ao abastecer certificar-se de que a máquina não está superaquecida).
Risco químico: Ao abastecer a máquina é necessário estar utilizando máscara contra vapores evitando intoxicação.
PRINCIPAIS MEDIDAS PREVENCIONISTAS
A legislação vigente diz que as ferramentas manuais devem ser apropriadas ao uso que se destinam, sendo mantidas em perfeito estado de conservação, ficando proibida a utilização das que não atendam a essas exigências (NR 31).
•    Vistoriar regulamente as ferramentas antes do inicio do trabalho
•    Escolher e usar as ferramentas adequadas
•    Encaminhá-las para manutenção, sempre que necessário
•    Manter as ferramentas de corte constantemente afiadas, pois quando as lâminas estão gastas (rombudas), requerem pressão excessiva.
•    As ferramentas para cortar madeira, possuem canto de corte fino e deve ser utilizado para afia – lá, uma pedra de amolar com um pouco de água.
    Uso de ferramentas elétricas.
•    Evitar operar em Áreas alagadas ou úmidas use luvas e botas apropriadas.
•    Sempre desligue as ferramentas quando não estiver em uso, antes de operá-la e ao trocar acessório.
Uso de ferramentas a gasolina (motorizadas).
•    Exigem o uso de E.P.I em bom estado de conservação e uso correto.
•    Certificar-se de que á máquina esfriou, antes de reabastecer; reabastecer em áreas ventiladas; ao recolocar a tampa do enxugar os respingos.  
•    Observar a posição correta da mão esquerda durante o corte, tanto para fixar bem a motosserra, como para acionar com o dedo indicador, quando preciso, o mecanismo de segurança.
•    O equilíbrio do operador é muito importante, para controlar a máquina e mantê-la segura com firmeza. Há o perigo de ricochete e mesmo de tombamento do homem, devido ao peso da motosserra. Evitar cortes acima do ombro.
•    Deve-se sempre acelerar a máquina antes do corte.
•    Se o operador é inexperiente deve inicialmente treinar a derrubada de árvores pequenas como forma de adaptação.
•     As árvores Abatidas estão, em geral, sob tensões. O tronco fica submetido a esforços que podem prejudicar a execução do corte das toras. Deve-se, portanto, avaliar previamente essas forças, ante de iniciar a divisão do tronco em toras evitando esforço intenso as lâminas da motosserra.
•    A Imagem abaixo ilustra a técnica correta para fracionar o tronco caído. Observa-se que o tronco está apoiado sobre roletes formados com galhos de diâmetro pequeno e, assim, a extremidade do tronco está em balanço e, portanto, sob tensão, não havendo (no caso), perigo de quebra da lâmina da motosserra.


Segurança na utilização de roçadeiras
Em toda atividade onde pessoas trabalham com máquinas existe o perigo de acidentes. Reunimos aqui os pontos mais importantes a respeito, bem como algumas “regras de ouro para a segurança”. Planejando antecipadamente a seqüência de trabalho, o roçar torna-se mais fácil e mais rápido. Por isso, inspecione antes um terreno acidentado. Ao roçar, cuidar para não usar sem necessidade a ferramenta de corte como alavanca para limpar o caminho. As ferramentas de metal podem ser danificadas por “contato com o chão” e também lançar objetos.
Importante no roçar é a distância de segurança. Numa circunferência de no mínimo 15m do operador não deverá permanecer outra pessoa. Quem revisa regularmente a roçadeira, a ferramenta de corte e os equipamentos de segurança, evita falhas de funcionamento. O equipamento de proteção também deve ser examinado quanto à sua totalidade e perfeito assentamento antes de iniciar o trabalho. Verificar no local de corte as “condições do solo”, pois isso protege de surpresas desagradáveis. Por isso, ao roçar não se deve perder de vista a ferramenta de corte.

Equipamentos para um roçar seguro
•    Protetor auricular;
•    Óculos de proteção, se possível em
•    Combinação com proteção adicional do rosto;
•    Chave de desligar no punho de funções múltiplas;
•    Luvas;
•    Vestimenta resistente;
•    Sapatos de segurança com sola antiderrapante e biqueira de aço;
•    Proteção de transporte.
Fonte: http://www.scribd.com/doc/6563978/Treinamento-Para-Rocadeiras
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a evolução das ferramentas rurais e a constante busca por produtividade na civilização contemporânea, aumenta o índice de acidentes e doenças do trabalho, surge, então, uma nova abordagem em relação ao seu uso. Atualmente a legislação vigente obriga a utilização de ferramentas adequadas ao trabalho, tanto quanto ao trabalhador. Ficam contra- indicadas, portanto, aquelas que demandam muito esforço muscular, por muito tempo, ou requerem posições incomodas.
A NR 31 é a lei que regula os procedimentos adotados para desenvolvimento de atividades rurais. O item 31.11.2 refere-se às ferramentas, que devem ser: a) seguras e eficientes, b) utilizadas exclusivamente para os fins a que se destinam, c) mantida em perfeito estado. Enfim, as ferramentas manuais que o trabalhador rural utiliza devem estar de acordo com a NR 31 para evitar ou minimizar futuros acidentes.
REFERÊNCIAS
[ 1 ] Maria Cristina Gonzada. Uso de luvas de proteção no corte de cana-de-açucar. UNICAMP (2004).
[ 2 ] Segurança e medicina do trabalho. ATLAS (2009). 65ªedição.
[ 3 ] Apostila Salvamento terrestre. Corpo de bombeiros Paraná.
[ 4 ] Segurança na área rural. Eng. Agron. José Luiz Viana do douto(UFRJ). (http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/acidente.php).
[ 5 ] Manual do fabricante. Roçadeira Husqvarna 325RD X-SERIES.
[ 6 ] Manual de silvicultura. Natasha Ribeiro, Almeida A. Sitoe , Benard S. Guedes, Cristian Staiss. Universidade Eduardo Mondlane. Apoio FAO.
[ 7 ] Perfil dos acidentes rurais em são Paulo. Maria Corrêa, Rosa Yamashita, Amilton Ramos, André Franco. FAPESP.
[ 8 ] Cultivo de Cana-de-açucar. Caludio Ramalho. EMBRAPA Rondônia

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